DIY: Pacotes de presente artesanais

Eu adoro criar pacotes de presente diferentes e únicos. E agora, no fim de ano, fiquei pensando em como criar um pacote amigo da natureza, que fizesse a gente abandonar os plásticos muitas vezes descartados imediatamente – às vezes não tem como reaproveitar o pacote, não é mesmo? ou não é todo mundo que tem essa consciência de reutilizar. E que, além de sustentável, que ficasse fabuloso, com cara de artesanal.

pacote-presente-casa-baunilha5Tudo neste pacote que criei pode ser reutilizado. O pedaço de barbante, o papel e até o alecrim, tempero curinga da cozinha. Até mesmo a tag Continuar lendo

Desapegando da coleção de mini bebidas que não era minha

Definitivamente, estou focada em reduzir o número de coisas dentro da minha casa, porque penso que o foco é outro na vida, são os momentos, as pessoas, as experiências – claro que ainda posso ter os itens úteis e preferidos por perto. Por isso, então, a quantidade de posts sobre desapego e organização que estão povoando este blog.

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Um dos meus últimos desapegos foi a coleção de mini garrafinhas que era do meu pai. Pois é, não era nem minha. Me afeiçoei a ela porque era dele. Mas tento entender, durante esse processo de desapego, que outros motivos nebulosos faziam eu permanecer com ela. Sim, porque a nossa mente não é um cristal transparente, ela é nebulosa. A gente mantêm coisas em casa simplesmente por manter, mas o que é que acontece na real?

Vou tentar elencar aqui Continuar lendo

7 sofás e suas almofadas – e por que tê-las?

É verdade, elas não são obrigatórias. No meu sofá, por exemplo, eu não tenho almofadas. Ainda. Isso porque desde que ele chegou, e já faz tempo, eu não parei pra pensar nas almofadas. Tem que ter química, não adianta. Elas precisam parecer que nasceram pra ele.

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E não é só uma questão estética. A adição de camadas num ambiente torna ele aconchegante. Acrescentar mais tramas e tecidos, além de cores, enriquece a experiência visual e tátil no espaço. Seu sofá pode ser o mais macio da face da Terra, mas se visualizar almofadas lindas sobre ele, é como enxergar um abraço de mãe te esperando.

E vale lembrar que vale tudo. Eu sou suspeita porque adoro frequentar lojas de tecido, mas dá pra escolher as próprias estampas e, se você não costura, mandar fazer as capas. Enchimentos nós podemos encontrar Continuar lendo

O princípio do vazio

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Na última crônica, aquela sobre o nirvana do guarda-roupa, eu comentei sobre a importância do período de fim de ano pra mim já que me inspira a rever muita coisa na vida e, claro, em casa, como arrumação, descarte e desapego – acho que com quase todo mundo é assim, não é mesmo?

Pois muito bem. Certa vez, minha tia querida, Denise, mostrou um texto que me trouxe uma reflexão profunda. Talvez porque mexa um pouco com ego, orgulho, esses cretinos osso duro de roer que não aceitam muito bem uma revolução. O texto não é novo, é do Joseph Newton, já rodou os quatro cantos da internet, mas considero importante ele marcar presença neste momento Continuar lendo

Como atingir o estado nirvana do guarda-roupa?

casa-baunilha-roupeiroaEu juro pra vocês que fico constantemente tentando me livrar de coisas aqui em casa. Maaaas, quando o fim de ano se aproxima, dá aquela vontade que vem lá do fundo do meu ser de fazer uma revolução, descartar e doar boa parte das coisas que tenho e buscar uma vida que seja possível com menos. Pois agora, o meu foco é o guarda-roupa.

Alguns já sabem, eu moro em um apê pequeno – com menos de 50m², e não 200m² como algumas marcas e empresas de decoração gostam de classificar imóveis pequenos – pois justamente porque junto e coleciono coisas, achei que morando em um espaço contido eu teria que me esforçar pra aprender a viver com menos, e a valorizar qualidade e não quantidade. Então é assim desde que decidimos (meu namorado e eu) morar dessa forma.

Pois bem. Em um apê pequeno, quarto pequeno. Para um quarto pequeno, um guarda-roupa menor ainda. E dentro dele, duas partes, sendo que apenas uma é minha, e é dentro dessa minha que tento fazer mágica pra caber tudo. Meu sonho era abrir o roupeiro e enxergar 1 calça jeans, 2 camisas e 1 vestido. A sensação de limpeza mental que deve dar isso deve ser algo fenomenal. Só que Continuar lendo

Quarto de criança nem rosa, nem azul

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A restrição do universo de uma criança a uma (01) cor sempre me perturbou, como rosa para meninas e azul para os guris. Qual é a plausível justificativa que se tem para limitar as cores do universo infantil? Ah, a sociedade de consumo… Você não vai encontrar uma bicicleta infantil no mercado que seja feita para seus dois filhos. Se você tiver um menino e uma menina, terá de gastar comprando duas bikes, uma azul para ele e uma rosa para ela, o que, se você for pensar, não ajuda na hora da lição de aprender a dividir. O mundo é colorido, gente. Nós, depois de adultos, é que resolvemos gostar do cinza, do preto, do branco, de cores neutras. Criança, além de gostar do colorido, precisa de todos esses estímulos visuais riquíssimos que são as cores.

Pois bem. Folheando revistas online encontrei, na Minty Magazine, um quartinho Continuar lendo

Feira do Livro de Porto Alegre | Muito além dos livros

feira-do-livro-26Tem estandes recheados de livros? Tem, sim sinhô. E extensa programação também. Mas nós visitantes encontramos muito mais pelas ruas da Praça da Alfândega. A sexagésima segunda Feira do Livro de Porto Alegre, que encerra amanhã, é abraçada por três museus, o Margs – Museu de Arte do Rio Grande do sul, o Santander Cultural e o Memorial do RS, que abrigam não somente as exposições, mas espaços para a venda de livros e também palestras e oficinas da programação. Entre uma banca e outra, o som de uma orquestra. Em outra esquina, roda de choro. Quitutes então, não faltam. Na Rua da Praia, também conhecida como Rua dos Andradas, Mario Quintana e seu amigo Drummond se refrescam sob a sombra das árvores. Prédios de arquitetura histórica Continuar lendo

Feira do Livro de Porto Alegre | Sobre o livro ser eterno, Netflix e outras conclusões

À primeira vista, a Feira do Livro de Porto Alegre pode parecer um apelo para que não deixemos o livro morrer. Pois na sexagésima segunda edição da feira, eu me dei conta de que ela existe para que a gente mesmo não morra.

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feira-do-livro-poa11A Feira do Livro é um oásis na vida de um cidadão em uma cidade como Porto Alegre. É só acompanhar o noticiário e você vai entender que estamos aterrorizados quando temos de sair de casa e, de repente, em pleno Centro Histórico da cidade, um espaço de alívio, onde o convívio é possível. A cada esquina da feira, polícia. E todos se fazem presentes: artesãos e suas criações, artistas de rua, crianças, famílias, amigos, Continuar lendo

DIY de Halloween: Fantasminhas camaradas

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Eu vi uma gangue do espanto como esta numa referência gringa e achei tão fácil que pensei “tenho que fazer isso hoje”. E também pensei “tenho que deixar ainda mais fácil”. Sim, porque o que eu vi era com tecido e eu fiz com lencinho de papel. E eu deixo a deixa pra você deixar ainda mais barato, fazendo com guardanapo. Arráaa! Por essa você não esperava. Tá lançado o desafio, então.

Para enfeitar o seu Halloween com esses fantasminhas fofos, você vai precisar Continuar lendo

O dia em que acabei com a ditadura do biquíni na minha vida

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Desde muito nova, usar biquíni era vergonhoso pra mim. Me sentia nua. Sempre me questionei sobre ter que vestir lingerie para ir à praia enquanto os homens seguiam confortavelmente enfiados em seus bermudões e camisetões, mesmas roupas que usam dentro de casa na frente de suas mães.

Mas todo esse questionamento era só meu. Não fui criada pra perguntar, mas pra obedecer. Todo mundo usava biquíni, então eu usava biquíni.

Até que mais velha eu levantei, raras vezes, a discussão para a minha mãe, de que biquíni era pior que lingerie já que mostrava até mais. Mas minha mãe sempre achou a comparação um absurdo, e a vida seguiu sempre igual.

Estou com 31 anos agora. E faz muito tempo que não vou à praia no sentido depilação cavada da coisa (ou seja lá o nome que tem aquele procedimento que cobre de cera fervente até seus pequenos lábios e arranca não só os pelos mas também a sua vontade de viver). Meu contato com a costa do continente nos últimos anos se resume em Continuar lendo