Antes e depois: Fruteira metaleira dos sonhos

Ano passado, enquanto entregava minhas doações em um centro de arrecadação e distribuição, vi uma das partes de uma fruteira, daquelas que ficam suspensas, atirada em um canto. Mas era visível seu potencial. Estava inteira, todas as hastes firmes e ainda soldadas. Não pensei duas vezes. Quando perguntei quanto os guris do centro queriam por ela, me deram de presente, já que eu estava sempre ali fazendo doações. Minha reação foi tipo: feliz que nem pinto no lixo.

Cheguei em casa sapateando, querendo restaurar e ter logo minha Continuar lendo

Uma senhora árvore com corpinho de folhagem

O primeiro post de 2017 tem vários aspectos dignos de um primeiro post de 2017. Tem contraste, porque 2017 é um ano novo em folha, numa era ultramoderna e tão tecnológica, enquanto que o post traz justamente algo muito mais velho que muita coisa neste mundo. O post também fala de algo natural, e eu adoro retratar a natureza, e também sobre espiritualidade, força e energia.

arvore-milenar-3

arvore-milenar1Por mais que eu já estivesse no caminho de estrada de chão que levava a este monumento da história, por mais que todas as placas indicassem o que estava por vir, quando eu fiquei frente a frente com as raízes da araucária de quase mil anos e 45  metros, deu vontade de me curvar. Sério, parecia que aquilo pedia uma reverência. Pura energia. Era uma santidade, era uma autoridade. E eu tenho profundo respeito pelos mais velhos. Continuar lendo

3 mesas decoradas para o Natal com apenas o que eu tinha em casa

A minha casa não costuma ser a anfitriã da ceia de Natal da minha família. Sempre nos juntamos numa casa maior pra caber todos, claro. Ou seja, dá pra concluir que não possuo um grande aparelho de jantar ou louças em grande quantidade para servir comida a um batalhão. Mesmo assim, fiquei pensando como poderia criar uma mesa decorada para a ceia de Natal apenas com a louça que tenho em casa, além dos elementos naturais que encontrei na rua. Afinal, fica muito mais bonito e rico misturar as peças.

O resultado não foi uma, mas três decorações de mesa para uma ceia sem muitas afetações. No stress, abra seu armário e divirta-se.

MESA NATURAL

Natureza põe mesa. Um jogo americano de trama grossa e louça inspirada no design das folhas + pinhas e cascas secas deram o clima de floresta, além dos variados tons de verde. Flores naturais são sempre bem vindas.

casabaunilha-ceia-de-natal3 Continuar lendo

DIY: Bolas de Natal flat em papel rendado

Eu lembro de todos entrarmos no carro, irmos para um pouco além da cidade, meu pai estacionar no acostamento, entrar mato adentro e sair com nossa árvore de Natal em mãos, um pinheiro de porte pequeno pra médio, lindo. Isso foi há muito tempo, claro. Uma tradição que teve de se adequar aos novos tempos quando compramos uma árvore desmontável, usada até hoje. Mas sempre vou lembrar do cheiro de natureza, de “coisa” verde invadindo o carro e depois a nossa casa. Natal após Natal, nunca havia uma árvore igual à outra.

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Inspirada na tradição, fui atrás do meu pinheirinho natural, só que de uma forma mais prática, no supermercado mesmo. E pra enfeitar, queria algo que seguisse o estilo dos DIYs já criados para este fim de ano aqui no blog, com visual artesanal e reutilizando alguns materiais, como os pacotes de presente e a guirlanda.

Então, tradição por tradição, pensei em recriar o enfeite clássico de natal, que são as bolas, só que feitas com papelão reutilizado e detalhes feitos com papel rendado Continuar lendo

Na varanda | Pinto Bandeira

Que eu gosto de colecionar algumas coisas, isso já não é mais segredo. E que eu tento e consigo me desapegar de algumas delas já foi provado no post sobre a coleção de mini garrafas. Pois agora eu tenho muito prazer em dividir com vocês mais uma: casas de varanda. A coleção nem é tão nova assim mas agora contempla uma categoria de posts especial, que chamei de Na varanda. Claro que eu não comprei todas essas casas – não que eu não quisesse -, são apenas fotos que, ainda bem, não vão ocupar espaço no meu apê.

Na varanda vai mostrar casas encontradas quase que exclusivamente em cidades tranquilas do interior, ou da serra, ou até mesmo do litoral, que preservam o histórico de um estilo de vida quase extinto, integrado com o espaço público e com a natureza. Elas apresentam muro baixo ou às vezes muro nenhum, jardins que foram se erguendo e se moldando à casa com a maior naturalidade e delicadeza, mas que ao mesmo tempo parecem ter sido estudados sob muito cálculo de tão perfeitos na sua imperfeição – é, eu sou uma romântica mesmo.

Eu as considero casas de luxo. A sensação de liberdade, porque não parecem prisões, a integração com a rua e principalmente com a natureza, a varanda que oferece sombra e que convida para uma conversa presencial. São alguns elementos que, juntos, fazem destas casas uma coleção preciosa. Mas eu acho que, melhor do que tentar definir em texto, é contemplar o visual e deixar que as sensações falem por si mesmas.

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A primeira que apresento a vocês foi um achado em Pinto Bandeira, na serra daqui do Rio Grande do Sul. Eu não consegui contato com os moradores mas, se por acaso virem este post, eu ficaria muito feliz em poder contar sobre a história da casa e também parabenizar por tanto capricho. O que consegui registrar é o que os passantes também conseguem contemplar. E que sorte. Dá pra ver Continuar lendo

DIY: Guirlanda natural e sem custo

Eu adoro trabalhar com elementos naturais. Tem verdade, frescor, natureza, vida. Me faz bem saber que não estou sendo enganada. Como o Natal acontece praticamente no auge do calor no nosso país, a decoração natalina clássica parece sufocar e esquentar o ambiente com todos os seus elementos artificiais, os pinheiros de plástico, os enfeites purpurinados, as mantas acrílicas, e também pelas cores usuais que são o verde e o vermelho escuros.

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Pra deixar a porta de entrada do meu apartamento no clima – refrescante e de natal – optei por criar uma guirlanda com objetos que eu já tinha em casa e plantas de uma praça próxima ao prédio. Ou seja, uma guirlanda que não demandasse custos. Tenho certeza que você também Continuar lendo

DIY: Pacotes de presente artesanais

Eu adoro criar pacotes de presente diferentes e únicos. E agora, no fim de ano, fiquei pensando em como criar um pacote amigo da natureza, que fizesse a gente abandonar os plásticos muitas vezes descartados imediatamente – às vezes não tem como reaproveitar o pacote, não é mesmo? ou não é todo mundo que tem essa consciência de reutilizar. E que, além de sustentável, que ficasse fabuloso, com cara de artesanal.

pacote-presente-casa-baunilha5Tudo neste pacote que criei pode ser reutilizado. O pedaço de barbante, o papel e até o alecrim, tempero curinga da cozinha. Até mesmo a tag Continuar lendo

Desapegando da coleção de mini bebidas que não era minha

Definitivamente, estou focada em reduzir o número de coisas dentro da minha casa, porque penso que o foco é outro na vida, são os momentos, as pessoas, as experiências – claro que ainda posso ter os itens úteis e preferidos por perto. Por isso, então, a quantidade de posts sobre desapego e organização que estão povoando este blog.

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Um dos meus últimos desapegos foi a coleção de mini garrafinhas que era do meu pai. Pois é, não era nem minha. Me afeiçoei a ela porque era dele. Mas tento entender, durante esse processo de desapego, que outros motivos nebulosos faziam eu permanecer com ela. Sim, porque a nossa mente não é um cristal transparente, ela é nebulosa. A gente mantêm coisas em casa simplesmente por manter, mas o que é que acontece na real?

Vou tentar elencar aqui Continuar lendo

7 sofás e suas almofadas – e por que tê-las?

É verdade, elas não são obrigatórias. No meu sofá, por exemplo, eu não tenho almofadas. Ainda. Isso porque desde que ele chegou, e já faz tempo, eu não parei pra pensar nas almofadas. Tem que ter química, não adianta. Elas precisam parecer que nasceram pra ele.

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E não é só uma questão estética. A adição de camadas num ambiente torna ele aconchegante. Acrescentar mais tramas e tecidos, além de cores, enriquece a experiência visual e tátil no espaço. Seu sofá pode ser o mais macio da face da Terra, mas se visualizar almofadas lindas sobre ele, é como enxergar um abraço de mãe te esperando.

E vale lembrar que vale tudo. Eu sou suspeita porque adoro frequentar lojas de tecido, mas dá pra escolher as próprias estampas e, se você não costura, mandar fazer as capas. Enchimentos nós podemos encontrar Continuar lendo

O princípio do vazio

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Na última crônica, aquela sobre o nirvana do guarda-roupa, eu comentei sobre a importância do período de fim de ano pra mim já que me inspira a rever muita coisa na vida e, claro, em casa, como arrumação, descarte e desapego – acho que com quase todo mundo é assim, não é mesmo?

Pois muito bem. Certa vez, minha tia querida, Denise, mostrou um texto que me trouxe uma reflexão profunda. Talvez porque mexa um pouco com ego, orgulho, esses cretinos osso duro de roer que não aceitam muito bem uma revolução. O texto não é novo, é do Joseph Newton, já rodou os quatro cantos da internet, mas considero importante ele marcar presença neste momento Continuar lendo