Por uma vida com menos coisas

ORGANIZAÇÃO. Ô palavrinha que é fácil de expressar e difícil de se concretizar na vida. No caso, na minha. Eu confesso que não era, gente, e acabei sendo. Bagunceira. Coisa boa assumir uma coisa dessas. Coisa boa assumir qualquer coisa né. Ser quem a gente é. Só que no caso, eu não quero mais ser bagunceira. Na real, nunca quis.

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Faz tempo que tento dar fim à bagunça. Na verdade não é bem bagunça, o buraco é mais embaixo. São coisas diferentes você: 1) chegar em casa do trabalho e jogar a bolsa no sofá e 2) não ter onde jogar a bolsa porque sua casa tem muitas coisas. Sacou? Em outro post eu tinha contado que meu namorado apelidou nossa casa de A Casa das Coisas. E é tudo culpa minha. Se a gente se separasse hoje era mais fácil ele sair de casa, levando só uma mochila, do que eu, porque teria de contratar uma transportadora.

Pra que ter as coisas? Pra que ter o DVD do filme Rocky Balboa? Pra que manter respirando com a ajuda de aparelhos um livro de uma cronista escrito em 1500, cujas opiniões nem ela mesma concorda mais? Ela deve ter trocado até de time de futebol nesta altura da vida.

Quem explica isso, gente?

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Há tempos me dei conta que tenho que tomar uma atitude, e venho lendo sobre o tema organização desde então, vendo dicas de como reduzir o número de coisas na vida. E isso não é só por questão de espaço, mas de estilo de vida, e eu diria mais, diria qualidade de vida. Quero viver com menos, quero olhar mais para os momentos da vida do que para coisas. Então eu fazia tudo direitinho. Arrumava uma gaveta num dia, um cômodo no outro, no outro fim de semana eu organizava as roupas, e assim por diante. Posso encher a boca pra dizer uma coisa: que sempre, todo o mês, eu junto sacolas de coisas para doar. Fico bem feliz em ajudar os outros. Mas quem explica o fato de parecer que não saiu nada lá de casa? Como?

Então eu ouvi falar da japonesa Marie Kondo e seu método “KonMari” de descarte de coisas, para uma vida mais clean visualmente, digamos assim. Corri pra adquirir o livro dela, A mágica da arrumação (em torno de 20 reais, gente, não achei caro). Li em dois dias, de tanta fome de organização que eu tinha, e tô pronta pra colocar em prática. Na verdade tô mais que pronta! É que neste método, devemos fazer o descarte de uma vez só em toda a casa, e não aos poucos como muito é dito por aí. Senão a gente sofre o efeito rebote, e era o que acontecia comigo, e imagino que com a maioria das pessoas. Então, eu me programei para que neste fim de semana eu coloque este método em prática. Maaaas, eu absorvi esse jeito japa de se livrar das coisas de tal forma, que não me aguentei e já fui olhando ao redor e separando coisas que realmente não tinham mais nada a ver comigo. Foi mais forte do que eu.

Mas sábado estarei pronta para colocar tudo que aprendi em prática e descartar muito mais! O Bruno chegou em casa ontem à noite e já sentiu o impacto, a sala parecia estar vazia. Dava quase eco! hahaha

Mas o mais interessante nisso tudo, é que a mudança não vem com o livro, vem da gente. Primeiro a gente tem que se assumir como um ser que guarda o chiclete do primeiro beijo com o namorado. Depois a gente agrega a esse sentimento o fato de que isso não é normal e que precisamos fazer alguns ajustes na nossa mente. E, por fim, partir pra ação!

Vocês, queridos, que gostam de estar com suas coisas do coração, carregadas de afeto e de passado, sintam-se convidados a repensarem sua vida, seu espaço e o estilo de vida que querem levar.

Num próximo post eu vou contar tudo sobre o método e como foi o “evento” Se Desfazer das Coisas. Porque eu preciso, primeiro, ver se vai dar tudo certo mesmo, se funciona! Daí sim eu dou meu parecer transparente e cristalino pra vocês.

É bom ter as coisas, mas é melhor ainda vê-las indo embora. A sensação de amplidão e de que estamos prontos para o novo não tem coleção de cartão telefônico que pague! 😉

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Cliquei estas fotos pra registrar um pouco do que já descartei. Como podem ver, eu coleciono filmes, pois adoooro a sétima arte, e bonequinhos de Playmobil e Lego. Eu não vou deixar de tê-los, mas fiquei somente com os que eu gosto mais, de verdade. Muitas coisas eu ganhei e na verdade não são o que realmente me trazem alegria. E tem os filmes que eu admiro mais, os meus preferidos, então é com esses que eu fico. E detalhe: fotografar o seu descarte facilita o desapego porque você pode relembrá-lo sem que ocupe um lugar na sua estante, além de deixar bem gravado o quanto de espaço e tempo você perdia com coisas que não precisava!

Um abraço e até daqui a pouco.

Fotos: Juciéli Botton – Casa Baunilha

5 ideias sobre “Por uma vida com menos coisas

  1. Uau! Adorei o post e tô curiosa pra ver os próximos passos.

    Eu sou uma acumuladora virtual, nunca tenho espaço livre no computador e mesmo fazendo backup em dois HDs externos eu tenho receio de apagar o conteúdo do meu computador. Será que tenho salvação? Haha
    Acho que posso aprender alguma coisa com o livro.

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