Desapegando da coleção de mini bebidas que não era minha

Definitivamente, estou focada em reduzir o número de coisas dentro da minha casa, porque penso que o foco é outro na vida, são os momentos, as pessoas, as experiências – claro que ainda posso ter os itens úteis e preferidos por perto. Por isso, então, a quantidade de posts sobre desapego e organização que estão povoando este blog.

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Um dos meus últimos desapegos foi a coleção de mini garrafinhas que era do meu pai. Pois é, não era nem minha. Me afeiçoei a ela porque era dele. Mas tento entender, durante esse processo de desapego, que outros motivos nebulosos faziam eu permanecer com ela. Sim, porque a nossa mente não é um cristal transparente, ela é nebulosa. A gente mantêm coisas em casa simplesmente por manter, mas o que é que acontece na real?

Vou tentar elencar aqui o que talvez dê pra chamar de razões:

1. Eu naturalmente me atraio pelo desenho de coisas, ou mais precisamente, design. Eu me interesso por embalagens, por como as coisas conseguem ser reproduzidas. E miniaturas, fala sério, é um mundo muito demais. Tenho a família Simpson de Lego, porque acho perfeita a reprodução dos personagens do desenho em miniaturas no formato já consagrado que é o formato do Lego. Eu tenho 3 Barbie de colecionador, porque acho incrível a forma como são reproduzidos os detalhes de roupas de gente normal, em miniatura. Os sapatos, os botões, as costuras, tudo é fascinante. As miniaturas me fascinam. Acho que ser diretora de arte influencia nisso.

2. Eu poderia deixar o meu bar mais recheado e com esse toque vintage que as garrafinhas trazem.

3. A coleção era do meu pai, então tem, sim, o valor sentimental.

4. Acho mais interessante ter algo com história pra acrescentar na decoração do que um objeto novo, que custaria uma grana, que teria cara de novo, que todo mundo vai ter igual em casa, e que não resgata uma história.

Acho que eram esses os sentimentos que me faziam guardar essa coleção.

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Mas agora, engajada na missão do desapego, listo os fatos que consegui enxergar pra não querer mais manter a coleção:

1. Tudo bem que eu gosto de miniaturas, mas é fato que não vou conseguir ter e manter todas as que existem no mundo. Então, por que essa?

2. Tudo bem que a coleção era do meu pai, mas nem ele mesmo quis permanecer com ela.

3. Eu não bebo tanto assim pra manter uma coleção desse tipo, muito menos aumentá-la. Tem algumas ali que eu não bebo de jeito nenhum, como o whisky. Por que, então?

4. Eu posso não comprar necessariamente um outro objeto com cara de novo pra colocar no lugar – alô consumo consciente. O que importa é o espaço que vou ganhar, e que pode – ou não –  ser preenchido com o próximo item que chegar na minha vida e que pode sim trazer uma história. Uma história atual. – Lembram do post sobre o poder do vazio que atrai o novo?

Ufa! Que alívio. Não é nada fácil. Cada vez que olho eu penso, mas são tão bonitinhas, o formato delas, os rótulos antigos, os lacres intactos. É preciso ser mais forte. Eu não vou perder pra um grupinho de garrafinhas.

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Eu consigo me contentar com as fotos pra matar a saudade delas.

E vocês, tem algo que gostariam de se livrar e não conseguem? Quem sabe essa técnica dos motivos parar manter x motivos para desapegar possa ajudar.

Fotos: Juciéli Botton | Casa Baunilha

Uma ideia sobre “Desapegando da coleção de mini bebidas que não era minha

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