Sobre Juciéli

Oi, obrigada pela visita! Me chamo Juciéli Ehlers Botton, sou diretora de arte publicitária e apaixonada em tempo integral por decoração. A Casa Baunilha foi construída para dividir essa paixão e também para acolher boas ideias. Seja muito bem-vindo!

Porto Alegre náutica: o passeio de Catamarã e a orla de Guaíba | Parte 1

A história da Casa Baunilha lembra aquelas bonecas russas, que você descobre uma menor na medida em que abre a maior. Só que no sentido inverso, do universo micro para o macro. Eu criei o blog pra compartilhar ideias de decoração. Quando entendi que decorar era uma ação autobiográfica os assuntos ampliaram para o morar e o viver. E há algum tempo expandiram para a cidade, a casa maior onde reside a nossa própria casa, o nosso morar e o nosso viver.

Confesso que nunca me entusiasmei tanto com o evento “aniversário de Porto Alegre” quanto agora, acho que justamente por essa busca em entender, afinal, quem ela é. E desconfio também de algo disfarçado no subconsciente, uma necessidade de exercer o livre arbítrio diante do momento atual da capital que sofre com a falta de segurança.

Dentre as várias atividades promovidas e lembradas pela semana do aniversário da cidade, finalmente realizei uma das que eu sempre quis  Continuar lendo

Porto Alegre: vida e obras

Porto Alegre está de níver! No próximo domingo, dia 26 de março, ela completa 245 aninhos. Uma guriazinha. Uma guria que já viu de um tudo, passando por todas as transformações possíveis de um centro urbano. Algumas “uau” e outras nem tanto. Quem me contou tudo isso e mais um pouco foi o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, da rua João Alfredo na Cidade Baixa. Achei que a melhor forma de celebrar a vida na cidade era conhecendo um pouco mais da vida da cidade, de onde veio, pra onde vai, do que se alimenta. Mas mais do que saber sobre Porto Alegre, eu refleti sobre as transformações que o ser humano provoca em qualquer esfera, como nos comportamentos, nas casas, na política, em tudo.

Indico a visita guiada pois oferece mais informações, além de questionamentos sobre urbanização. Muito, muito legal. Quer dizer, tri legal.

Então se preparem, porque eu me esmerei no presente. Vem textão pela frente, afinal, tem que estar à altura da aniversariante, não é mesmo?

Quando fiquei sabendo que o Arroio Dilúvio passava em frente ao museu, Continuar lendo

Na varanda: A casa dos sonhos de um mundo melhor

Eu preciso descer! gritei, e foi assim que os pneus frearam levantando poeira na ladeira da estrada de terra por onde passávamos. Foi paixão à primeira vista. Ou melhor, um sonho à primeira vista, parecia que eu tinha entrado num portal que protegia um outro mundo, um mundo onde reina a segurança e as pessoas podem viver livres desse jeito, com gramados abertos, janelas abertas, vista, telhado encontrando o céu, belezas naturais – posso ficar até amanhã descrevendo. Toda a paisagem parecia uma pintura. Parecia uma utopia. Parecia um delírio meu. Continuar lendo

Sobre tortas que desandam e decepções na vida

Terça-feira de Carnaval, fui comer a minha sobremesa preferida no meu café preferido. Não foi bom. A torta de chocolate amargo me traiu. Ela não quis nem saber pra quantas pessoas mais eu falei que ela era a melhor da cidade. Fiquei me sentindo, além de caluniada, meio desamparada. Afinal, eu não tinha mais uma sobremesa preferida. Eu não tinha mais um destino certo nos finais de semana. Meu namorado provou um pedaço e comentou, nossa, tá estranho, não tá mais como era. E eu ainda tentei forçar uma mentira e disse, não, não achei. Achei sim. Não tava bom. A qualidade caiu. Até que lá pelas tantas eu admiti que ele tinha razão. Foi até um alívio poder dividir com alguém minha decepção. Orgulho de lado, aceitei a batalha já perdida.

Essa história da torta é tão ridícula na sua insignificância perto de situações verdadeiramente graves na vida, que ela foi apenas uma faísca pra eu começar a pensar sobre o assunto.

Decepções são uma certeza na vida. Seja lá em que área for. Seremos tirados, da zona de conforto, sempre. O que não é ruim quando se trata de uma decisão nossa. Mas comecei a pensar no campo de possibilidades que se abriu diante de mim a partir da situação. Provavelmente vou peregrinar por outros lugares agora, em busca de uma nova sobremesa. Será uma descoberta em todos os sentidos. Talvez a torta estivesse me mandando um recado, tipo, sai daqui e vai provar coisas novas, mulher!

Talvez todo esse papo romântico seja só pra tentar camuflar o fato de eu estar muito decepcionada por uma sobremesa tão boa ter desandado. Por eu ter feito sua boa fama pra todo mundo, que agora vai ir lá provar e chegar à conclusão de que eu não sabia do que estava falando.

Bom, entre ficar brigando com uma torta e seguir em frente dando o troco nela, eu prefiro, sem dúvida, seguir em frente dando o troco nela.

Mas sou daquelas pessoas que oferece uma nova chance pra coisa provar que realmente errou. Vai que, naquele dia, a confeiteira teve que ficar em casa com uma virose enquanto outra mão se encarregou da torta? Vai que o estrelato dela já esteja escrito nas estrelas e ela vai, sim, voltar a brilhar?

Acho que vou voltar, só pra ter certeza de que está tudo acabado entre nós, mesmo. Pra eu não olhar pra trás e pensar: e se…

Torçam pra que o melhor aconteça. Seja uma reconciliação ou uma vida nova. Pra nós duas.

Ilustração: Juciéli Botton | Casa Baunilha

Cardápio pós-folia: caldinho de feijão e sopa de feijão

Atenção, atenção, meu povo e minha pova. Este post é dois em um porque você leva pra casa duas receitas pelo preço de uma. Mas também, não é pra menos. Pra bater de frente contra a ressaca de Carnaval, nada melhor do que uma receita pra levantar defunto, aquela de “sustância”. Primeiro, vou mostrar como se faz um caldinho de feijão delicioso e que, depois, ainda pode virar a famosa sopa de feijão, apenas acrescentando massa, pra quem gosta da mistura. É para agradar gregos e troianos.

A sopa de feijão é um prato tradicional do pós-carnaval que a minha avó, Glaci, faz pra recuperar os zumbis que estão por debaixo de fantasias mais simpáticas. Eu adaptei a receita de acordo com os temperos que gosto e principalmente com técnicas Continuar lendo

Drink Trio Elétrico

Tem jeito melhor de atravessar o verão e o Carnaval com drinks geladinhos e deliciosos numa mão, enquanto a outra acompanha, com o dedinho pra cima, o ritmo das músicas?

Hoje fiz um drink que chamei de Trio Elétrico porque, além de brindar o Carnaval, leva 3 sabores: laranja, limão e cereja. É bem cítrico e ácido, com o leve adocicado da calda da cereja, aquela que a gente compra já no vidro. O álcool fica por conta da vodka. Leva, também, gelo. Muito, mas muito gelo. Continuar lendo

DIY: Ziriguidum felino

Sabe o trecho de uma música que diz “temos todo o tempo do mundo”? Só que não, minha gente! O Carnaval está aí, e eu pensando “o que eu tenho pra usar?” e eu já sabendo a resposta “nada”. Mas, ao mesmo tempo, não queria gastar nem dez pilas pra me enfeitar. Daí tive uma ideia. Apenas um adereço de cabeça, feito à mão, gastando o menos possível.

Numa passada pela rua Pinto Bandeira, em Porto Alegre, a rua das fantasias e armarinhos, encontrei uma lantejoula em metro, num verde furta-cor, lin-do-de-morrer, e daí ficou tudo claro pra mim como tinha que ser. Resultado: um adereço de orelhas de gato que me custou apenas R$ 8,50. O resto da produção ficou por conta Continuar lendo

Mandacaru quando fulora na seca

Não dá pra não lembrar de O Xote das Meninas, consagrada música do mestre Luiz Gonzaga, quando vejo um cacto florido num período de calorão e seca na serra gaúcha.

Este é o post dedicado aos cactos que encontrei pelo caminho que leva até a araucária milenar. É o terceiro post sobre esta área. Você pode ler o primeiro sobre Continuar lendo

A preocupação estética do povo da serra gaúcha

Eu prometi e hoje vou cumprir. Eis aqui o post especial feito pra compartilhar e registrar e imortalizar a beleza que encontrei no caminho que leva até a árvore milenar, aquela que mostrei no primeiro post de 2017 e que fica na Linha Imperial do município de Nova Petrópolis, na serra gaúcha – o post sobre esta árvore fabulosa você pode ver clicando aqui.

Gente, a sensação térmica era de uns quarenta graus e a estradinha de terra denunciava alguns lagartos atravessando de um lado pro outro, o que me deu um pouco de pânico. Não conseguia descer do carro pra fotografar, travada. Abria o vidro, vinha aquele bafo quente, e eu clicava dali do banco do carona mesmo. Até que Continuar lendo

DIY: Um mapa-múndi pra chamar de seu

Todo mundo tem lugares especiais que ficam guardados no coração. Pode ser a sua casa, seu quarto, o destino das últimas férias, a cidade onde nasceu ou algum lugar exótico do outro lado do mundo. Por isso, eu e a minha amiga Sophia Catalogne, do blog Meu Mapa-Múndi (o blog de viagem do meu ♥) nos unimos pra fazer este quadro fofo de corações “mapeados”, que traduz o amor por viajar e por quatro lugares por onde ela já andou e guardou no coração e que, cá pra nós, não sei como ela conseguiu escolher só quatro. Ela, uma pessoa que já esteve em tudo quanto é canto deste mundo. Eu tirei o chapéu, mas depois coloquei de volta, claro, pra compor o look pra foto (desculpa, gente, não resisti). Fiquei toda boba com as boas vindas luminosas que ela preparou pra Casa Baunilha.

Já sabe quais são os lugares do seu coração? Então vem com a gente. Os materiais que usamos foram: Continuar lendo