Quando tomar chá faz bem pra decoração

Quando li esta frase do Goethe pensei que ela tinha tudo a ver com o momento de começar o dia. Sabe, como um lembrete de que a gente pode tentar fazer aquele novo dia ser agradável. E tudo a ver, também, com a hora de dormir, aquele momento em que não reviver as emoções – perrengues – do dia é um verdadeiro desafio, e pensar em coisas boas e desacelerar parece apenas um sonho distante.

Dessa forma, decidi que a frase deveria ficar no meu criado mudo. Então peguei a tesoura, cortei a tag do barbante do saquinho de chá e coloquei a frase em um mini porta-retrato que eu tinha. Não entendeu a relação do chá com a frase? É que ela estava impressa na tag do saquinho de chá. E foi a partir daí que eu comecei a colecionar esses cartõezinhos, com frases de inspiração e também ilustrações fofas. E de coleção ela passou para decoração. Espalhei os cartõezinhos por alguns cantos da casa, como o bar de chá e as mesinhas de cabeceira.

Ali, no porta-retrato, a frase do Goethe que estava na primeira tag que veio até mim – destino? acaso? – e que despertou a vontade de colecionar estas pequenices.  Continuar lendo

Art Nouveau e belas paisagens ou sobre como vivia o povo do Forte de Copacabana

Nunca que eu ia imaginar que conhecer o Forte de Copacabana significaria a retomada dos meus conhecimentos de design em relação a detalhes tão delicados de decoração. E, na verdade, não achei que o conheceria na minha primeira viagem ao Rio pois ele não estava na minha lista. Deixamos o último dia para caminharmos pelas ruas e praias e fazer o que quiséssemos na hora. Era quarta-feira, estava tão tranquilo próximo ao forte que resolvemos conhecer. Adoro esses programas espontâneos que, no final, se mostram um verdadeiro acerto.

Vem comigo nesse passeio cheio de antiguidades, resquícios de movimentos artísticos mundiais e referências de decoração.  Continuar lendo

Alles Antiquário em Morro Reuter | RS

Uma das coisas que eu adoro na serra gaúcha são os antiquários de beira de estrada. Não tem emoção que se iguale a de estar passando e, de repente, ver surgir um antiquário – pelo menos pra quem adora velharia e decoração como eu.

Só que mais interessante do que os móveis e os objetos em si é a composição deles no espaço, em como eles estão arranjados em conjunto. O que é um prato cheio pra quem adora fotografar.

O último antiquário que encontrei foi o Alles, que fica em Morro Reuter. E pelo que vi Continuar lendo

5 maneiras de organizar um jardim no seu pequeno apê

A gente já sabe que não é porque moramos em espaços reduzidos que não podemos ter nosso próprio jardim. Dá sim pra transformar um canto no nosso pequeno lar em um jardim particular. Não só dá, como há várias maneiras de organizar isso. Escolha a sua preferida, ou inspire-se para criar a sua própria.

COLEÇÃO APAIXONANTE

Foto: trib.al

Se você tem paixão pelos pequenos exemplares da natureza, como as suculentas ou os pequenos cactos, pode dedicar um móvel a eles. Pode ser uma prateleira, um aparador, o que você tiver e o que seu espaço permitir. O que importa é deixar as plantas todas juntas e visíveis. A ideia não é fazer volume, mas expor a singularidade de cada uma. Continuar lendo

Desapegando da coleção de mini bebidas que não era minha

Definitivamente, estou focada em reduzir o número de coisas dentro da minha casa, porque penso que o foco é outro na vida, são os momentos, as pessoas, as experiências – claro que ainda posso ter os itens úteis e preferidos por perto. Por isso, então, a quantidade de posts sobre desapego e organização que estão povoando este blog.

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Um dos meus últimos desapegos foi a coleção de mini garrafinhas que era do meu pai. Pois é, não era nem minha. Me afeiçoei a ela porque era dele. Mas tento entender, durante esse processo de desapego, que outros motivos nebulosos faziam eu permanecer com ela. Sim, porque a nossa mente não é um cristal transparente, ela é nebulosa. A gente mantêm coisas em casa simplesmente por manter, mas o que é que acontece na real?

Vou tentar elencar aqui Continuar lendo

7 sofás e suas almofadas – e por que tê-las?

É verdade, elas não são obrigatórias. No meu sofá, por exemplo, eu não tenho almofadas. Ainda. Isso porque desde que ele chegou, e já faz tempo, eu não parei pra pensar nas almofadas. Tem que ter química, não adianta. Elas precisam parecer que nasceram pra ele.

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E não é só uma questão estética. A adição de camadas num ambiente torna ele aconchegante. Acrescentar mais tramas e tecidos, além de cores, enriquece a experiência visual e tátil no espaço. Seu sofá pode ser o mais macio da face da Terra, mas se visualizar almofadas lindas sobre ele, é como enxergar um abraço de mãe te esperando.

E vale lembrar que vale tudo. Eu sou suspeita porque adoro frequentar lojas de tecido, mas dá pra escolher as próprias estampas e, se você não costura, mandar fazer as capas. Enchimentos nós podemos encontrar Continuar lendo

DIY de Halloween: Fantasminhas camaradas

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Eu vi uma gangue do espanto como esta numa referência gringa e achei tão fácil que pensei “tenho que fazer isso hoje”. E também pensei “tenho que deixar ainda mais fácil”. Sim, porque o que eu vi era com tecido e eu fiz com lencinho de papel. E eu deixo a deixa pra você deixar ainda mais barato, fazendo com guardanapo. Arráaa! Por essa você não esperava. Tá lançado o desafio, então.

Para enfeitar o seu Halloween com esses fantasminhas fofos, você vai precisar Continuar lendo

Em busca da escrivaninha perfeita

Meu apê tá passando por transformações. Na verdade, no mundo de hoje, o que não tá, neh gente? Mas mais recentemente troquei quartos de lugar. O quartinho da bagunça virou o meu quarto mesmo, pra dormir, e o que era de dormir virou o da bagunça. Só que nessa brincadeira, a casa inteira virou uma zona. Sabe quando vem gente de loja entregar na sua casa e dá vontade de dizer “nós mudamos recentemente, sabe como é…” quando na verdade tu já mora ali há 7 anos? Tô nesse estágio.

Maaaas, como toda boa repaginada, o negócio é fazer tudo devagarinho. Então agora estou concentrada no espaço do home office/ escritório / cantinho do computador, que ficará no atual quarto da bagunça. E a peça principal dessa história é a escrivaninha, a mesa.

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Foto: We are scout

Fã de móveis antigos que sou, pensei em começar uma busca por algo assim, como na foto, bem enxuto, pequeno, com linhas delicadas. A prioridade é ocupar menos espaço possível e agregar história, porque os objetos que ficarão por ali são modernos, como computador, luminária e outras coisas. Então uma mesa vintage vai Continuar lendo

1 quadro, muitas histórias

Adoro colecionar coisas, claro que na medida do possível, porque meu apê é pequeno, então não posso me dar ao luxo de colecionar bicicletas, por exemplo (tirando o fator grana pra fazer essa brincadeira, ok?).

Então, se você também é do time que coleciona miudezas em larga escala, confere esta ideia pra reunir e expor a sua preciosa coleção, ou melhor, a sua preciosa coleção de histórias vividas. Que, na real, é isso que as coleções representam pra nós.

Em caixinhas com a frente envidraçada, você vai jogando ali as peças e, com o tempo, vai vendo a coleção crescer. Quadrinhos e até alguns porta-retratos cumprem muito bem esse papel. E, no fim, a coleção acaba virando um quadro bonito na sua parede.

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A colorida coleção de caixinhas de fósforo é da Histórias de CasaContinuar lendo

Mais groove na nossa vida, por favor

Oi, pessoal, faz tempo, eim? Também, isso que dá emendar recesso de final de ano com feriados e carnaval. Mas agora estou de volta e com uma novidade que eu estou adorando, que é a parceria da Casa Baunilha com o programa de rádio mais cremoso e crocante da web, o Grave & Groove.

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Acho que tem tudo a ver morar, se sentir em casa e música. Não dá pra viver sem música, e quando escutamos as que gostamos, por exemplo, no trabalho, a gente se sente mais confortável, a gente se sente em casa, não é mesmo? A música tem esse poder de te deixar bem onde quer que você esteja. A Grave & Groove é assim. Com o ritmo da black music, do funk, e de muitas brasilidades e joias esquecidas ela faz a gente se sentir em casa em qualquer lugar. Vai receber os amigos e não sabe que trilha botar pra tocar? Vai de Grave & Groove que não tem erro. Viajar? Sintoniza lá que você não vai ver o tempo passar. Tá tristinho? Ela te ajuda a superar. Eu ouço direto enquanto trabalho e meu dia ganha aquela, como eu diria, malemolência necessária pra ser enfrentado.

O programa é invenção dos meus amigos Geraldo Oliveira e Rodrigo Brandão, guris que amam música, gravam o programa direto dos bolachões (apelido carinhoso para vinil) e por isso é feito com o coração. E casa é isso, é onde o coração da gente está. Então eles estão sempre em casa onde a música toca. Ah, sim, porque o programa não roda somente online, ele também é gravado em espaços bacanas aqui de Porto Alegre, como alguns bares onde o pessoal pode curtir a noite e ainda ouvir um som especial.

No graveegroove.com podemos conferir todos os programas gravados, além de matérias especiais, como a primeira feita em parceria com a Casa Baunilha, com dicas pra arranjar um cantinho na sua casa para uma coleção de vinis e também pra curtir o momento de escutar música. Tenho certeza que vocês vão gostar.

E muito mais está por vir, seja na Grave & Groove ou aqui na Casa Baunilha.

Vamos que vamos!

Imagem: Reprodução / Urban Outfitters