Mulheres que inspiram: Betty Davis

O Google insiste que eu fale sobre a Bette Davis atriz branca dos anos 40. Mesmo quando eu procuro por Betty (com Y) Davis singing ele mostra a Bette atriz cantando. Chega a ser irritante. E só reforça a dificuldade que Betty Davis, cantora negra e primeira nasty gal que este mundo viu, enfrentou na sua época e que certamente, do jeito que a coisa anda hoje, continuaria a penar para ser quem ela é: ousada, inovadora no seu funk-rock, sem medo de expor sua sexualidade e de dizer o que pensa e o que quer. Como ela mesma disse um dia, “Sou muito agressiva no palco e os homens não gostam de mulheres agressivas. Eles gostam das submissas ou das que fingem ser submissas”. Que vontade de abraçar ela hoje e dizer “Betty, você não estava sendo agressiva, você estava sendo você, você estava sendo mulher, você estava sendo um ser humano”.

Hoje, dia 26 de julho, a rainha do funk, essa mulher que quase não se explica, completa 72 anos e entra para a lista de Mulheres que Inspiram do blog.

Ela era modelo e DJ muito antes de assinar com uma gravadora, mas sempre escreveu e gravou suas próprias músicas. Ela era realmente à frente do tempo. Uma personalidade hardcore pra época. Sua voz é tão poderosa que, segundo críticos, faz Janis Joplin parecer cantora de coral natalino. Ela definitivamente transformou Continuar lendo

Mulheres que inspiram: Leandra Medine

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Primeiro ouvi falar desta mulher que tinha um blog chamado Man Repeller, que seria algo como Repelente de Homem. Sabe quando a gente ama uma peça de roupa, investe nela, sabe que tá abafando e o bofe fala “sério? vai sair assim?” e a gente logo pensa, “ai, sabe nada de estilo”. Então, ela usa mesmo assim. Ela se veste pra se sentir bem, pra se divertir. Afinal, não estamos aqui nesse mundo pra agradar ninguém, e eu de cara já adorei a proposta dela, o jeitão dela e… não, peraí, ela sai nas fotos de todos os posts sem make, é isso mesmo, produção? Passei a amar.

Leandra Medine é dessas que é simplesmente o que ela é. Poderíamos dizer que ela não está nem aí para os padrões, que não se submete à ditadura da maquiagem, que não tem medo das críticas do mal, enfim, poderíamos Continuar lendo