Desapegando da coleção de mini bebidas que não era minha

Definitivamente, estou focada em reduzir o número de coisas dentro da minha casa, porque penso que o foco é outro na vida, são os momentos, as pessoas, as experiências – claro que ainda posso ter os itens úteis e preferidos por perto. Por isso, então, a quantidade de posts sobre desapego e organização que estão povoando este blog.

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Um dos meus últimos desapegos foi a coleção de mini garrafinhas que era do meu pai. Pois é, não era nem minha. Me afeiçoei a ela porque era dele. Mas tento entender, durante esse processo de desapego, que outros motivos nebulosos faziam eu permanecer com ela. Sim, porque a nossa mente não é um cristal transparente, ela é nebulosa. A gente mantêm coisas em casa simplesmente por manter, mas o que é que acontece na real?

Vou tentar elencar aqui Continuar lendo

1 quadro, muitas histórias

Adoro colecionar coisas, claro que na medida do possível, porque meu apê é pequeno, então não posso me dar ao luxo de colecionar bicicletas, por exemplo (tirando o fator grana pra fazer essa brincadeira, ok?).

Então, se você também é do time que coleciona miudezas em larga escala, confere esta ideia pra reunir e expor a sua preciosa coleção, ou melhor, a sua preciosa coleção de histórias vividas. Que, na real, é isso que as coleções representam pra nós.

Em caixinhas com a frente envidraçada, você vai jogando ali as peças e, com o tempo, vai vendo a coleção crescer. Quadrinhos e até alguns porta-retratos cumprem muito bem esse papel. E, no fim, a coleção acaba virando um quadro bonito na sua parede.

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A colorida coleção de caixinhas de fósforo é da Histórias de CasaContinuar lendo

Por uma vida com menos coisas

ORGANIZAÇÃO. Ô palavrinha que é fácil de expressar e difícil de se concretizar na vida. No caso, na minha. Eu confesso que não era, gente, e acabei sendo. Bagunceira. Coisa boa assumir uma coisa dessas. Coisa boa assumir qualquer coisa né. Ser quem a gente é. Só que no caso, eu não quero mais ser bagunceira. Na real, nunca quis.

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Faz tempo que tento dar fim à bagunça. Na verdade não é bem bagunça, o buraco é mais embaixo. São coisas diferentes você: 1) chegar em casa do trabalho e jogar a bolsa no sofá e 2) não ter onde jogar a bolsa porque sua casa tem muitas coisas. Sacou? Em outro post eu tinha contado que meu namorado apelidou nossa casa de A Casa das Coisas. E é tudo culpa minha. Se a gente se separasse hoje era mais fácil ele sair de casa, levando só uma mochila, do que eu, porque teria de contratar uma transportadora.

Pra que ter as coisas? Pra que ter o DVD do filme Rocky Balboa? Pra que manter respirando com a ajuda de aparelhos um livro de uma cronista escrito em 1500, cujas opiniões nem ela mesma concorda mais? Ela deve ter trocado até de time de futebol nesta altura da vida. Continuar lendo

A Casa das Coisas

casa baunilha06Meu namorido apelidou a nossa casa de A Casa das Coisas. Acho que nem preciso comentar sobre a causa/motivo/razão ou circunstância desse apelido carinhoso. Pois encontrei uma casa que tem potencial para o título também. Muitos objetos colecionados, guardados e acolhidos. E o mais interessante é que a gente nem conhece os donos, não sabemos da história da casa, mas é só olhar para as coisas que vemos Continuar lendo

A casa dos artistas brasileiros

Ontem não podia acreditar que o apartamento que tinha visto na Casa Vogue, em dezembro de 2011, tinha incendiado. A cobertura dúplex em Copacabana, do marchand Jean Boghici e sua esposa Geneviève, abrigava um acervo de valor inestimável, com obras de artistas dos anos 20, como O Sono, de Tarsila do Amaral (1928) e Samba, de Di Cavalcanti (1925), além de móveis com design assinado. Era aquele tipo de apartamento que não exibe miudezas, somente peças grandes e belas obras, por toda parte.

Fotos: Reprodução / Filippo Bamberghi

Nossas coisas, nossa vida

Ambientes de estilo minimalista são bacanas, visualmente falando, em função da organização do espaço, da luminosidade, além de práticos para a circulação e a limpeza.

Mas tem vezes que dá vontade de mandar esse mínimo pro espaço, ou melhor, fora do nosso espaço, e adotar o tudo-junto-reunido-decor, ou seja, exibir todos os nossos objetos queridos, que guardamos e colecionamos com tanto carinho, e expor de maneira que passemos mais tempo junto deles e que, assim, nossa casa pareça contar uma história, viva, aparente e marcante.

Ambientes de cores fortes e escuras, exibindo veludo, couro, em meia luz. Uma atmosfera dramática e intimista. Lindos.

Porém, acho que sou mais fã do estilo mínimo +1, ou seja, ambientes organizados visualmente, iluminados, mas que contenham alguns elementos a mais, para ficarem mais aconchegantes e com personalidade. Em uma casa ou apartamento, acho interessante mesclar ambientes. Por exemplo: no escritório, sala da TV ou biblioteca, fica interessante reunir prateleiras recheadas de livros, objetos pessoais, quadros, plantas… criando um espaço que inspire. Porém, para ambientes como o quarto, que precisam ser mais organizados para que possamos descansar a mente, menos é mais.

Ser ou não ser?

Fotos: Reprodução / Graham Atkins-Hughes