Parque do Salto Ventoso em Farroupilha – A cachoeira

Foi lendo o jornal no hall de entrada de um restaurante em Farroupilha que ficamos sabendo da cachoeira do Salto Ventoso. Só que conhecer ao vivo mesmo aconteceu muito depois, no verão deste ano. Estava absurdamente quente. Parecia que estávamos naqueles desenhos do Pica Pau, em que o jacaré tenta fazer uma sopa com ele, e começa a picar cenoura e o Pica Pau acha que é algum tipo de banho especial de spa. E, ainda por cima, estava nublado. Então, se você for conhecer essa beleza no alto verão, prepare-se para o forno pré aquecido a 40 graus e a umidade. Do local e sua. Prepare-se também para a pouca vazão na cachoeira, o que não reduz em nada a beleza dela. É tudo muito lindo. Não há o que supere as belezas naturais seja lá de onde for, não é mesmo?

Mas nem só de cachoeira vive o parque. Há diferentes vistas que se tem a partir dali, como o vale verde à frente da cachoeira, lindo. Há trilhas que levam a vários pontos de visitação, como as ruínas de uma antiga casa, tomadas pela vegetação, que mostrarei em breve, em outro post. Além disso, o parque fica numa região que há muito foi habitada por tribos indígenas. E a gente fica sabendo disso por placas explicativas que muito me surpreenderam pelas informações, o que faz do Parque do Salto Ventoso diferente de outros locais que eu já visitei aqui no sul que serviram de residência para os índios. A escassez de informação parece ser um padrão. Então, fiquei positivamente surpresa. Porque turismo é isso, é também Continuar lendo

Mandacaru quando fulora na seca

Não dá pra não lembrar de O Xote das Meninas, consagrada música do mestre Luiz Gonzaga, quando vejo um cacto florido num período de calorão e seca na serra gaúcha.

Este é o post dedicado aos cactos que encontrei pelo caminho que leva até a araucária milenar. É o terceiro post sobre esta área. Você pode ler o primeiro sobre Continuar lendo

A preocupação estética do povo da serra gaúcha

Eu prometi e hoje vou cumprir. Eis aqui o post especial feito pra compartilhar e registrar e imortalizar a beleza que encontrei no caminho que leva até a árvore milenar, aquela que mostrei no primeiro post de 2017 e que fica na Linha Imperial do município de Nova Petrópolis, na serra gaúcha – o post sobre esta árvore fabulosa você pode ver clicando aqui.

Gente, a sensação térmica era de uns quarenta graus e a estradinha de terra denunciava alguns lagartos atravessando de um lado pro outro, o que me deu um pouco de pânico. Não conseguia descer do carro pra fotografar, travada. Abria o vidro, vinha aquele bafo quente, e eu clicava dali do banco do carona mesmo. Até que Continuar lendo

Uma senhora árvore com corpinho de folhagem

O primeiro post de 2017 tem vários aspectos dignos de um primeiro post de 2017. Tem contraste, porque 2017 é um ano novo em folha, numa era ultramoderna e tão tecnológica, enquanto que o post traz justamente algo muito mais velho que muita coisa neste mundo. O post também fala de algo natural, e eu adoro retratar a natureza, e também sobre espiritualidade, força e energia.

arvore-milenar-3

arvore-milenar1Por mais que eu já estivesse no caminho de estrada de chão que levava a este monumento da história, por mais que todas as placas indicassem o que estava por vir, quando eu fiquei frente a frente com as raízes da araucária de quase mil anos e 45  metros, deu vontade de me curvar. Sério, parecia que aquilo pedia uma reverência. Pura energia. Era uma santidade, era uma autoridade. E eu tenho profundo respeito pelos mais velhos. Continuar lendo