Desapegando da coleção de mini bebidas que não era minha

Definitivamente, estou focada em reduzir o número de coisas dentro da minha casa, porque penso que o foco é outro na vida, são os momentos, as pessoas, as experiências – claro que ainda posso ter os itens úteis e preferidos por perto. Por isso, então, a quantidade de posts sobre desapego e organização que estão povoando este blog.

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Um dos meus últimos desapegos foi a coleção de mini garrafinhas que era do meu pai. Pois é, não era nem minha. Me afeiçoei a ela porque era dele. Mas tento entender, durante esse processo de desapego, que outros motivos nebulosos faziam eu permanecer com ela. Sim, porque a nossa mente não é um cristal transparente, ela é nebulosa. A gente mantêm coisas em casa simplesmente por manter, mas o que é que acontece na real?

Vou tentar elencar aqui Continuar lendo

O princípio do vazio

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Na última crônica, aquela sobre o nirvana do guarda-roupa, eu comentei sobre a importância do período de fim de ano pra mim já que me inspira a rever muita coisa na vida e, claro, em casa, como arrumação, descarte e desapego – acho que com quase todo mundo é assim, não é mesmo?

Pois muito bem. Certa vez, minha tia querida, Denise, mostrou um texto que me trouxe uma reflexão profunda. Talvez porque mexa um pouco com ego, orgulho, esses cretinos osso duro de roer que não aceitam muito bem uma revolução. O texto não é novo, é do Joseph Newton, já rodou os quatro cantos da internet, mas considero importante ele marcar presença neste momento Continuar lendo

Como atingir o estado nirvana do guarda-roupa?

casa-baunilha-roupeiroaEu juro pra vocês que fico constantemente tentando me livrar de coisas aqui em casa. Maaaas, quando o fim de ano se aproxima, dá aquela vontade que vem lá do fundo do meu ser de fazer uma revolução, descartar e doar boa parte das coisas que tenho e buscar uma vida que seja possível com menos. Pois agora, o meu foco é o guarda-roupa.

Alguns já sabem, eu moro em um apê pequeno – com menos de 50m², e não 200m² como algumas marcas e empresas de decoração gostam de classificar imóveis pequenos – pois justamente porque junto e coleciono coisas, achei que morando em um espaço contido eu teria que me esforçar pra aprender a viver com menos, e a valorizar qualidade e não quantidade. Então é assim desde que decidimos (meu namorado e eu) morar dessa forma.

Pois bem. Em um apê pequeno, quarto pequeno. Para um quarto pequeno, um guarda-roupa menor ainda. E dentro dele, duas partes, sendo que apenas uma é minha, e é dentro dessa minha que tento fazer mágica pra caber tudo. Meu sonho era abrir o roupeiro e enxergar 1 calça jeans, 2 camisas e 1 vestido. A sensação de limpeza mental que deve dar isso deve ser algo fenomenal. Só que Continuar lendo

Organize a discoteca

Eu tenho um amigo que vive em uma situação semelhante a esta. Sua paixão por música empacotada em discos de vinil e CDs é mais forte do que a praticidade do formato de música mp3, que permite armazenar e carregar as faixas em aparelhos que chegam a pesar míseras gramas.

Dizem que o vinil voltou. A verdade é que ele não voltou. Ele sempre esteve aí. Quem gosta, gosta. Quem não gosta está perdendo.

Vamos combinar, a qualidade superior do som no vinil não se pode comparar à comprimida do mp3, ah não dá. Fora o apego emocional, o sentimento nostálgico, a originalidade genuína e tudo o mais que você conseguir reunir como justificativa para cultivar aquela montanha de bolachões em seu lar. Eu tenho alguns. Alguns da época da infância, como a trilha do Batman e os contos de fadas, e outros que são relíquias familiares e doações amigáveis. Mas tem gente que tem aquela coleção volumosa que, quando se dá conta, tem vinil até na cozinha.

O mesmo fato acontece com os CDs lendários que você faz questão de comprar com gosto, de folhear o encarte, assim como os DVDs de seus filmes favoritos, shows e séries.

Então, como organizar as coleções de modo que a gente consiga localizar o que queremos e, melhor, que a gente consiga lembrar do que tem ali?

Colocar em ordem é reduzir sua coleção a categorias que sejam práticas e lógicas para você.

1. Comece separando por gênero: MPB, Rock, Rock Alternativo, Pop Rock, etc.

2. Dentro de cada gênero, crie subcategorias: intérpretes masculinos e femininos, nacionais e internacionais, e ainda por compositores e épocas, como no caso da música clássica.

3. Procure sempre manter tudo em ordem alfabética. As fichas com abas indicando as categorias e a letra inicial garantem a ordem e você encontra o que quiser sem esforço.

4. Uma dica que pode ajudar bastante é fazer um catálogo no computador, numerando as peças e indicando as características das categorias.

5. Quer ir mais além? Catalogue também seus empréstimos, com a data, o ítem e o nome de quem pediu (caso seja necessário, até o telefone, vai saber!).

De acordo com o seu espaço, você pode organizar a sua coleção, desde que se tenha um pouco de planejamento do espaço a ser ocupado e dos materiais nos quais se vai investir.

Você pode comprar armários prontos, mandar fazer sob medida, ou ainda adaptar objetos para abrigarem sua coleção, como é o caso das caixas de feira, tanto de madeira quanto de plástico. Caixas de papelão também são uma opção, e eu ainda revestiria de tecido com estampas diferentes.

As prateleiras embutidas seriam a melhor opção por liberarem espaço para circulação ou outros móveis. Porém, exige quebradeira, mas o esforço vale a pena.

Este móvel então, projetado especialmente para abrigar os discos evitando o contato com a luz e a poeira, preservando a obra com mais garantia. E de quebra, você ainda decora cada compartimento com uma capa de disco, encaixada na portinha. Demais.

Seguem alguns cantinhos bacanas com mais ideias para exibir a sua coleção mais que especial. É pra inspirar.

CUIDE DAS CAPAS: Aqui você confere o vídeo que sugere os saquinhos plásticos como uma alternativa para manter a capa do seu disco sempre nova, ou pelo menos livre de danos maiores. Custa em torno de 60 centavos.

Não deixem de colecionar, é só organizar. 😉

Este post teve a colaboração de Geraldo Oliveira, meu amigo, diretor de arte, DJ nas horas vagas, possuidor de uma coleção de LPs, CDs e DVDs invejável e também da melhor trilha musical de festa de aniversário.

Fotos: Reprodução

Vídeo: GNT

Organizando o espaço

Se formos parar pra pensar, há muitas formas de organizar móveis e objetos em um ambiente. E até mesmo os espaços dentro de um espaço.

Podemos criar composições perfeitamente simétricas. No quarto, por exemplo, cada lado da cama recebe o mesmo criado mudo e também abajures iguais. Se essa organização certinha não é a sua praia, pode optar por organizar de forma desigual. Pois é, até o desalinhado pode ser ordenado. Cada um ajeita seu lado da cama conforme seu estilo. Ele prefere o relógio e o livro no criado mudo, e você um porta-retrato com a foto dos dois e aquele arranjo de flores delicado. Pode ficar perfeito. Escolha o melhor jeito.

Fotos: Reprodução 

Para guardar

Uma boa ideia este livrinho para guardar as agulhas, feito de tecido. Ficou uma graça com o acabamento em pesponto. Um ótimo brinde, presente, lembrancinha…

Encontrei essa ideia na revista Love Stitching, que trata de costura, aplicações, e como fazer peças em casa com ótimos acabamentos, como almofadas e mantas.

Pra quem gosta desse mundo das linhas, agulhas e feltros, vale a pena folhear a revista online para captar umas ideias.

Fotos: Reprodução

Casa organizada em 2012

Ano novo, a vida recomeçando, e a gente sempre tenta reorganizar a casa – e a vida. Uma leitora querida indicou (ai que chique!) e achei interessante dividir com vocês as dicas que o site Yahoo elencou para sermos mais organizados. Não que a gente não seja né, mas nunca é demais conferir o que pode nos ajudar a acabar com as tralhas em casa. Eu confesso que estou sempre tentando reduzir o número de coisas existentes na minha, a fim de que novas entrem! Esse é o lema.

10 hábitos para se tornar mais organizado

1. Resista a uma pechincha Só porque você pode comprar uma camisa por R$ 30 ou seis garrafas de refrigerante por um ótimo preço não significa que você deva fazer isso. Pergunte-se: “Tenho algo semelhante?” e “onde é que eu vou guardar isso?” antes de fazer uma compra.

2. Faça as pazes com a imperfeição Muitas vezes dedicamos muito tempo para deixar algo perfeito, como organizar nosso armário impecavelmente, e fazemos outras tarefas como guardar as compras do mercado ou arquivar documentos de qualquer jeito. Tente fazer todas as tarefas de maneira bem-feita, mas sem neuroses.

3. Nunca use um local para guardar com a tag “diversos” Você coloca um monte de coisas em um arquivo ou caixa e escreve “diversos” bem na frente. Em apenas uma semana você já esqueceu o que está lá dentro. Que tal classificar os itens em grupos específicos, como notas fiscais, velas e assim por diante?

4. Tenha rotina para se livrar da tralha Ao invés de esperar um feriado, crie uma rotina para destralhar um local. Lembra da regra dos 15 minutos? Só se gasta isso fazendo uma triagem na correspondência, organizando uma gaveta de meias ou limpando os armários da lavanderia.

5. Fique com o que funciona pra você Viver sempre em busca do último lançamento de celular ou querendo antecipar (e comprar) a próxima tendência da estação pode te desgastar. Não perca tempo (e dinheiro) buscando obsessivamente a melhor coisa.

6. Criar uma zona de despejo Encontre um espaço para armazenar todas as coisas que você não tem tempo para guardar e evite colocá-las em qualquer lugar. Assim, quando precisar de algo que não guardou, basta procurar no local destinado para isto.

7. Peça ajuda Pessoas organizadas pedem ajuda quando precisam para manter a ordem e o equilíbrio. Muitas vezes pode ser constrangedor pedir um favor a mãe, pai, sogra, cunhado ou empregada. Mas isto ajudará a seguir adiante e evitar que as coisas dêem errado no fim do dia.

8. Saiba separar as emoções dos objetos É saudável e importante guardar objetos especiais que marcaram fases da sua vida. Mas guardar um vaso quebrado ou um brinco sem par só porque ganhou de alguém e tem valor sentimental não faz sentido. Pratique o desapego e deixe ir embora itens que não tem utilidade e não podem ser usados.

9. Previna (e evite) os acidentes Você não sairia de casa em um dia cinzento sem guarda-chuva, certo? Pessoas podem passar a vida sem aplicar esse princípio. Não basta abrir o armário da lavanderia e simplesmente jogar vassouras, pás, aspirador e escada lá dentro, pois uma hora isso tudo vai acabar caindo em cima de alguém (ou de você mesmo) quando a porta for aberta. Então previna e organize o armário antes que cause um acidente.

10. Saiba onde doar Isso é um verdadeiro exercício de observação. Doar para uma instituição facilita o trabalho evitando que a mesma pessoa que esteja precisando de ajuda receba muitas peças iguais. Geralmente instituições tem uma listagem das pessoas que necessitam ser ajudadas. Assim você tem certeza que sua doação foi destinada para quem realmente estava precisando naquele momento.

Ai, a número oito é difícil para a minha pessoa… como eu disse, estou sempre tentando dar lugar ao novo, e aqui em casa cada coisa tem uma história. Realmente é preciso um certo treino para se desfazer, não é pra qualquer um. Mas vamos lá. E também tem o outro lado, você pode passar adiante e doar para uma pessoa que também vai gostar daquele objeto ou daquela roupa tanto quanto você. Isso é bacana.

Colaboradora: Janice Botton Pozzebon, professora e artista plástica.

Fotos: Revista Adore Home 

Home sweet home office

Vamos combinar, você não precisa necessariamente trabalhar em casa para ter o seu próprio home office. Coisa boa um cantinho para acessar nossos sites preferidos, fazer leituras, estudar e se organizar.

Encontrei alguns ambientes inspiradores, que podem gerar boas ideias (para decorar e para os negócios, captou?).

Para tudo nesta foto: diferentes tons de cinza pintados na parede criam a base para o calendário escrito a giz. Nota 10. Uma decoração mais útil impossível!

Puxa, tô vendo que lá por julho vou ter que arranjar um pelego desses. Está em todas!

 

Bom trabalho gentem!

Fotos: Reprodução

Um apartamento para recordar

Assim como milhares de pessoas ao redor do mundo, sou fã do seriado Sex and The City (última temporada exibida em 2004). É divertido, bem escrito, o inglês é ótimo, mostra várias situações da vida de forma leve, além de encher os olhos. A cada cena, multiplicam-se as referências de moda e decoração. Ou seja, não tem como não se apaixonar.

Hoje a Casa Baunilha traz uma amostrinha do que era o apartamento da Carrie, a protagonista, situado em Nova York, em uma daquelas ruas charmosas, arborizadas, e que passou por transformações no primeiro filme da série.

Aquele típico apartamento alugado, antiguinho, que quem já teve um sabe que se torna um ente querido nas nossas vidas. À esquerda do aparador, uma das duas entradas para o banheiro.

A cozinha que ela nunca usava. Tanto era que o forno servia como armário.

O famoso closet abrigava sua paixão pelas grandes marcas, além de corredor fashion para a segunda porta do banheiro.

Nele, a mesinha de dois andares, de ferro e vidro, deixava tudo à mostra, sem grandes armários e gavetas.

Ao redor da cama, tudo a mão. Livros, revistas, e o telefone de modelo antigo sobre uma cadeira que fazia as vezes de criado mudo. O tom das paredes é lindo.

Na sala, móveis com pé palito, uma referência à década de 50, rústicos, tons cinza, creme e terrosos, e madeira, muita madeira. À direita ficava a mesinha, abaixo da janela, onde escrevia sua coluna chamada Sex and The City, baseada nas suas experiências e nas de suas inseparáveis amigas.

Após algumas mudanças na vida de Carrie, ela compra o apartamento, antes alugado. E no primeiro filme da série, depois de uma grande decepção, segue com uma nova vida e uma nova decoração (sim, não basta só pintar o cabelo né?). E o apartamento não perdeu o charme.

Limpeza ao redor da cama, mais espaço livre. A combinação de azul e marrom é contemporânea e deixa o ambiente calmo e classudo ao mesmo tempo.

O closet ficou mais aconchegante com as luminárias e o tapete floreado, alegre e feminino.

A penteadeira reforça o feminino no ambiente e o amplia por ser feita de espelhos, sem contar que o efeito é lindo!

Parte da integração quarto e sala. Mesinha de centro também de espelhos, mistura de estampas entre sofá e tapete. Nessa luz mais clara podemos ver os detalhes em branco, como acabamentos, cortinas e poltrona. Colcha, almofadas e tapete em tons de vinho.

A sala ganhou uma televisão tela grande e fina, fixada na parede. Embaixo, um banco largo e estofado, e mais dois sofazinhos pequenos ainda estilo pé palito, virados para a mesa de centro, e não para a TV, o que indica que prioriza os encontros, as conversas. E na verdade ela nunca assistiu à TV mesmo, havia sempre um mundo lá fora!

Como quem casa quer casa, Carrie casou e então podemos espiar mais um ambiente, o apartamento novo em que mora com o Mr. Big, e que aparece no segundo filme da série. Só para constar, ela não se desfez do apartamento de solteira (e quem faria isso?!).

Olhando, a primeira informação que vem é: cores. Constraste muito bem sucedido do amarelo ouro, o azul royal e os detalhes em rosa no tapete. As poltronas cinzas e as almofadas lisas contrabalançam as cores. A mesa é superinteressante, acomoda objetos, plantas e livros. Linda e útil.

O canto das refeições também abriga objetos pessoais em estantes laterais. Isso, além de decorar, torna a sala de jantar mais aconchegante, pois não deixa essa parte da casa vazia, somente com a mesa.

{ Já imaginei a gente fazendo fácil fácil essa luminária. A base pode ser comprada pronta, de uma cor neutra e clara, branca ou bege. Os discos de madeira (ou semelhante) podem ser comprados em lojas de artesanato. Ou você pode substituir por outra peça, botões de vários tamanhos e cores, flores artificiais, filtros de café, em papel, abertos e tingidos com corantes tom sobre tom (nossa, agora a inspiracão foi longe!). É só colar e pronto! }

Não poderia faltar ele, o closet. Nele cada um tem seu espaço, o dela delicado, com luz especial nos sapatos, o dele sóbrio e rústico.

No quarto, simetria. Cada um com seu criado mudo, seu abajur e sua janela. E nelas, uma ideia em que vale a pena investir: duas cortinas, uma de tecido leve em tom de verde, e outra mais encorpada, na cor beringela. O efeito é lindo e prático: de dia é só afastar o tecido mais pesado, e ainda se tem a proteção do tecido leve. Somado a isso o marrom da cama. Lindo.

Com tanta inspiração bacana essa história só pode ter um final feliz.

Eu dedico esse post a minha amiga Sophia-Marie Catalogne.

Fotos: Reprodução