Na varanda: A casa dos sonhos de um mundo melhor

Eu preciso descer! gritei, e foi assim que os pneus frearam levantando poeira na ladeira da estrada de terra por onde passávamos. Foi paixão à primeira vista. Ou melhor, um sonho à primeira vista, parecia que eu tinha entrado num portal que protegia um outro mundo, um mundo onde reina a segurança e as pessoas podem viver livres desse jeito, com gramados abertos, janelas abertas, vista, telhado encontrando o céu, belezas naturais – posso ficar até amanhã descrevendo. Toda a paisagem parecia uma pintura. Parecia uma utopia. Parecia um delírio meu. Continuar lendo

Desapegando da coleção de mini bebidas que não era minha

Definitivamente, estou focada em reduzir o número de coisas dentro da minha casa, porque penso que o foco é outro na vida, são os momentos, as pessoas, as experiências – claro que ainda posso ter os itens úteis e preferidos por perto. Por isso, então, a quantidade de posts sobre desapego e organização que estão povoando este blog.

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Um dos meus últimos desapegos foi a coleção de mini garrafinhas que era do meu pai. Pois é, não era nem minha. Me afeiçoei a ela porque era dele. Mas tento entender, durante esse processo de desapego, que outros motivos nebulosos faziam eu permanecer com ela. Sim, porque a nossa mente não é um cristal transparente, ela é nebulosa. A gente mantêm coisas em casa simplesmente por manter, mas o que é que acontece na real?

Vou tentar elencar aqui Continuar lendo

O princípio do vazio

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Na última crônica, aquela sobre o nirvana do guarda-roupa, eu comentei sobre a importância do período de fim de ano pra mim já que me inspira a rever muita coisa na vida e, claro, em casa, como arrumação, descarte e desapego – acho que com quase todo mundo é assim, não é mesmo?

Pois muito bem. Certa vez, minha tia querida, Denise, mostrou um texto que me trouxe uma reflexão profunda. Talvez porque mexa um pouco com ego, orgulho, esses cretinos osso duro de roer que não aceitam muito bem uma revolução. O texto não é novo, é do Joseph Newton, já rodou os quatro cantos da internet, mas considero importante ele marcar presença neste momento Continuar lendo

Como atingir o estado nirvana do guarda-roupa?

casa-baunilha-roupeiroaEu juro pra vocês que fico constantemente tentando me livrar de coisas aqui em casa. Maaaas, quando o fim de ano se aproxima, dá aquela vontade que vem lá do fundo do meu ser de fazer uma revolução, descartar e doar boa parte das coisas que tenho e buscar uma vida que seja possível com menos. Pois agora, o meu foco é o guarda-roupa.

Alguns já sabem, eu moro em um apê pequeno – com menos de 50m², e não 200m² como algumas marcas e empresas de decoração gostam de classificar imóveis pequenos – pois justamente porque junto e coleciono coisas, achei que morando em um espaço contido eu teria que me esforçar pra aprender a viver com menos, e a valorizar qualidade e não quantidade. Então é assim desde que decidimos (meu namorado e eu) morar dessa forma.

Pois bem. Em um apê pequeno, quarto pequeno. Para um quarto pequeno, um guarda-roupa menor ainda. E dentro dele, duas partes, sendo que apenas uma é minha, e é dentro dessa minha que tento fazer mágica pra caber tudo. Meu sonho era abrir o roupeiro e enxergar 1 calça jeans, 2 camisas e 1 vestido. A sensação de limpeza mental que deve dar isso deve ser algo fenomenal. Só que Continuar lendo

Um ovo de verdade

Estamos às vésperas da páscoa e este ovo não é de chocolate. É um ovo de verdade. E ele é de verdade porque este post é um lembrete para mim mesma.

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Desde que comecei minha busca por viver com menos e de forma simples, tento imprimir este conceito em todos os aspectos da vida.

Então, aproveitando que a páscoa está por vir e que o preço do chocolate está INCRÍVEL – no sentido de que não podemos crer que ele está acontecendo – preciso lembrar do valor e do prazer que é comer comida de verdade e tentar Continuar lendo